Desatando os Laços do Destino

Minha vida não é muito diferente da sua ou de qualquer outra pessoa.

Temos histórias e vivências diferenciadas e o acúmulo dessas experiências, dessas vivências e como lhe damos com elas, que nos distingue um dos outros e que nos ensina a arte de saber viver ... .

Comecei a trabalhar muito cedo. Entrei no mundo corporativo antes mesmo de terminar minha graduação, levando (ou arrastando) em paralelo o curso de idiomas, que como qualquer adolescente, ia emburrada, contragosto, monitorada pelos meus pais, forçada (não ia com camisa de forças, mas era como se fosse) para ir as aulas aprender inicialmente 'the book is on the table'. Lógico que anos a frente, agradecia de joelhos a forçação de barra de ir para as aulinhas de inglês.

Sou impulsionada pela minha família! Marido, esposo, namorado, guru, astrólogo, parceiro, meu companheiro de alma, de vida e pelo meu amado filho. Um brilhante futuro Físico, com sol em capricórnio e ascendente em áries (não demonstra muito as emoções, ou melhor, não sabe lhe dar com elas). Ele é simplesmente o melhor de mim e o mais precioso presente que poderia ganhar nessa existência.

Na área profissional, trabalhei em expressivas indústrias multinacionais, que tenho a mais profunda gratidão, pelo extenso período vivenciado. Conheci bastante gente e também fiquei bem conhecida na área. Responsabilidades e compromissos repentinamente foram crescendo sem muito direcionamento, e eu cada vez mais envolvida na dinâmica de 'correr atrás da bolinha do dinheiro' para sobreviver.

Normal, acontece com todo mundo, dado a razão que precisamos atingir nossos objetivos, correr em direção aos nossos projetos pessoais, sonhos e d' os lados. Caso contrário, eu te digo, please stop!  Take a deep breath ...........................

Sempre me considerei 'meio esquisita' (acho que isso não era muito bem visto, não era propriamente um elogio, rs), inadequada. Vivia com meus cristais pendurados, literalmente em todos os lugares possíveis e invisíveis aos olhos dos outros. Viviam caindo das bolsas, das roupas, era cômico, eu diria. Dava mais atenção e credibilidade a minha intuição, pois acredito que quando afirmamos a intuição, somos como noite estrelada, fitamos o mundo com milhares de olhos, abrimos novos horizontes e diversas e diferentes perspectivas nos surgem no caminhar de nossa jornada, simplesmente os 'portais' se abrem.

Desde de sempre estive envolvida com ações comunitárias, voluntariadas. Visitava creches desde pequena com meus pais adotivos e anos depois trabalhava aplicando as terapias aprendidas na época, em comunidades e para onde fosse chamada, pois acredito de fato naquilo que toca meu coração. É importante escutarmos o que vem de dentro. Sempre vinha uns directs tipo: 'Please Listen Your Fucking Heart' (já vou pedindo desculpas para os mais conservadores). Mas chega uma hora, um momento, que de fato há um chamado para seguir seu propósito de vida e, não tem volta ...

Essa procura em cuidar de mim de uma forma diferenciada, espiritualizada e de incluir o outro de uma forma singularizada, como uma parte de mim mesma e como uma parte do todo, me mostrou um caminho de compreensão, luz e respeito com as mais diversas crenças e a conhecer e praticar as diversas terapias integrativas e complementares, que estão mais bem explicadas na parte, na aba 'Quem sou seu ...'.

Me interessei e comecei a estudar Constelação Familiar por conta da minha separação prematura com minha família de origem. Eu aos 4 meses de idade fui entregue para adoção, entregue para parentes criarem, para minha madrinha de batismo criar.

Não foi uma adoção oficial, formal, de papel passado e isso me causou feridas emocionais. Meu adorado pai adotivo falava sempre para eu procurar minha família de origem e eu sempre fugia dessa conversa, desse encontro, por medo, insegurança, porque de alguma forma doía muito reviver toda essa história. 

Eu me sentia 'emprestada' e não adotada pela família que eu havia sido entregue. Na minha cabeça, me sentia como um objeto que havia sido emprestado, um objeto de troca, nem sei explicar como. Isso me causou um sentimento de desamparo absurdo, que trabalhei anos em terapia. Era como se eu tivesse adotado a família e a família não tivesse me adotado, porque eu não tinha o sobrenome deles. Louco isso né? Pois é, eu sempre estudei em colégio municipal e eu alterava as informações de familiares nas minhas carteirinhas do colégio. Trocava meu sobrenome, colocando o sobrenome da família que havia me adotado, assim como também trocava o nome dos meus pais biológicos pelos nomes dos meus pais adotivos. OMG! Mas era o que se passava no meu universo infantil e meus pais adotivos não tinham nem noção, nem ideia do que acontecia dentro da minha caixola, dos sentimentos gerados por conta dessa informalidade. Eles não tiveram culpa de nada, muito pelo contrário, devo muito a eles.

Eu criança e anos depois no reencontro com minha mãe biológica Lili.

Sempre fui muito sensível (mapa natal com sol e lua em caranguejo vocês podem imaginar, não poderia ser diferente...), então, eu literalmente não conseguia digerir muito bem essa situação e, consequentemente, fui uma criança diferenciada, que passava muito mal, mas muito mal mesmo. Tinha enxaquecas de querer bater a cabeça na parede, vômitos tipo poltergeist, um horror, porque não conseguia digerir, 'engolir' certas situações. Achava que as conversas em torno dos meus pais adotivos eram sempre em torno da minha adoção, pois quando cheguei na família eles já tinham um filho gerado de 19 anos.

Mas fui criada em um ambiente saudável, respeitoso, que me deu oportunidade de ter o que tenho hoje, gerando uma profunda gratidão pela família que me adotou, família que literalmente me nutriu.

Essa separação prematura da criança com a família de origem é chamado na Constelação Familiar como movimento interrompido que aparece muitas vezes nas constelações que faço. Pode gerar uma criança retraída diante da mãe / pai e um sentimento de não pertencimento profundo e doloroso.

No final do Curso de Formação em Constelação Familiar, tive coragem de ir de encontro a minha família de origem, biológica. Primeiro encontrei meu irmão de sangue, através das mídias sociais e daí por diante fui de encontro a cada membro da família, pois somos 6 irmãos. Na época meu pai biológico já havia falecido (meu pai adotivo há tempos também já havia morrido) e pude reencontrar minha mãe biológica, que infelizmente veio a falecer no início desse ano (2019). Mas pude ter este reencontro com ela, com quem me deu a vida e foi emocionante! Me senti acolhida, amada, incluída e reconhecida pelo meu sistema familiar de origem!

A Constelação Familiar prega o não julgamento. Não julgar. Se você retirar o julgamento, só fica o amor e a história tá certa, está tudo certo, está tudo certo do jeito que está e como foi ❣️

A Constelação Familiar nos ensina  a aceitar o TODO, nos ensina a aceitar a VIDA  e honrar nossos Ancestrais.

As terapias estudadas, aprendidas, de formação facilitaram e facilitam ainda na cura das minhas feridas emocionais. Cada terapia com sua medicina, com intuito de ajudar a quem chegasse até a mim, ajudar a mim mesma, facilitar entendimento e interação com o outro e ajudar a descobrir quem eu realmente sou. Esse cuidar de mim, já implicava em me preparar para cuidar do outro, de enxergar o outro de uma forma diferente e complementar. 

Eu afirmo que cada história é o que fortifica e recupera o indivíduo. Precisa ser  conduzida e trabalhada com respeito, honrando os antepassados, ancestrais, usando a medicina correta para cada pessoa, como já diziam os sábios Xãmas.

Que tal reforçar o vínculo com sua intuição para que ninguém da vivência atual ou de seus antepassados reprimam suas energias de vida para que você possa de fato viver o seu próprio destino?

Eu te convido para ouvir a sua voz interna, que não é a do ego, sair do mundo de Malkuth , do mundo físico, como diz a Kaballah, e descobrir a terapia mais adequada para que plenamente possa estar por inteira, plena, presente naquilo que você faz ou queira fazer, no seu propósito de vida, para te trazer felicidade ou reconhecer momentos de felicidade, pois é para isso que estamos aqui. Ninguém larga a mão de ninguém, juntos somos mais fortes. Precisamos compor em vez de conflitar. Todos somos UM. Uma unidade do todo deste misterioso e enigmático merecido viver. Tudo é uma questão de frequência.

Não sei tudo, mas, então, vamos entender como e aprender mais um pouquinho?

 

Sandra Aho

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© 2016 - Sandra França